quinta-feira, 3 de julho de 2008

Memória do Futebol paraibano - Campinense Clube


História

Em 12 de Abril de 1915, a nata da sociedade de Campina Grande/PB, fundou uma sociedade dançante, o CAMPINENSE CLUBE, que teve como fundadores Elias Montenegro, Dino Belo, Antonio Lima, Sebastião Capiba, João Honório, Horácio Cavalcanti, Manoel Colaço, Luiz Soares, Antonio Cavalcanti, César Ribeiro, Valdemar Candeia, Nhô Campos, Sindô Ribeiro, Severino Capiba, Adauto Belo, Basílio Agostinho de Araújo, José Amorim, Tertuliano Souto, Gumercindo Leite, Martiniano Lins, José Aranha, Alberto Saldanha, Acácio de Figueiredo, Arnaldo Albuquerque, Gilberto Leite, José Câmara, Alexandrino e Adauto Melo.
Como ainda não contava com sede própria, o novo clube passou a funcionar no Colégio Campinense, cujo diretor Gilberto Leite, um dos fundadores.
Detalhe digno de assinalar foi a escolha do nome do novo sodalício. Reuniões e mais reuniões se sucediam e não se chegava a um acordo. Finalmente, o jovem e brilhante advogado Hortênsio Ribeiro, numa “quente” reunião propôs que o clube passaria a se chamar Campinense. Esse nome retratava tudo, inclusive o bairrismo dos seus fundadores. E obteve votação unânime.
O Dr. José Câmara presidiu a diretoria provisória, no entanto, o primeiro presidente eleito no ano seguinte. A posse foi solenizada com um jornal falado, o “Campinense Clube”. A solenidade foi no palco do Cine Teatro Apolo, rua Maciel Pinheiro, onde era a Livraria Pedrosa ( a velha ).

FUTEBOL:

Em 1919, o clube criou um departamento para a prática do futebol entre seus associados adeptos do esporte. No entanto, em 1920, a diretoria, apoiada pelo bacharel Severino Procópio, decidiu desativar o departamento, devido a uma série de incidentes e brigas após as partidas.
Somente em 1954 foi que o médico Gilvan Barbosa conseguiu convencer os conselheiros a reativar o futebol para os sócios. Em 1958, o Campinense profissionalizou-se e, somente a partir de 1960, passou a disputar o Campeonato Paraibano de Futebol, com a conquista do primeiro campeonato, que abriu a série do hexacampeonato estadual, feito inédito e até hoje, não repetido pelos clubes paraibanos.

Único hexacampeão da Paraíba

Dos 17 títulos que coleciona, o mais importante foi conquistado em 1965. A vitória diante do Botafogo (1x0) deu aos rubro-negros o hexacampeonato. O Campinense chegou à grande final após humilhar o Auto Esporte (6x2) e o 5 de Agosto (8x0). O único adversário que poderia estragar a festa era o Botafogo. Foi justamente contra ele que o rubro-negro decidiu a melhor de três, O "Belo" tinha conquistado o primeiro turno enquanto o Campinense o segundo. Na primeira partida a raposa sagrou-se vitoriosa por 1x0, gol de Debinha.
No segundo confronto, no estádio da Graça, em João Pessoa, um disputado 0x0. Na terceira e última partida, o Plínio Lemos estava lotado e a partida disputadíssima. O Botafogo havia erguido um sistema defensivo duro de ser batido. O goleiro botafoguense estava firme no jogo, defendia tudo, foi quando Debinha após receber um lançamento perfeito de Ireno, dominou a bola no peito e após livra-se do zagueiro fuzilou a meia altura marcando o gol do hexacampeonato. Dudinha; Janca, Zé Preto, Ticarlos, Gilvan, Simplicio, Zezito, Paulinho, Ireno, Tonho Zeca e Debinha foram os grandes nomes daquele inesquecível título.


Time do campinense período 1960-66

Dois anos depois, 1967, o time voltava a ser campeão paraibano.
Em 1972, conquistou o vice-campeonato nacional da Segunda Divisão, o maior feito de um clube paraibano na história do futebol brasileiro.
Em 1974, o rubro-negro conquistou o tetracampeonato derrotando o Treze no presidente Vargas.
Também conseguiu, em 1975, ser a primeira equipe paraibana na Série A do Campeonato Brasileiro, ano da conquista de seu pentacampeonato paraibano.


1970 /1974 Tetracampeão
Erinaldo, Carlos, Ailton, Edvaldo Morais, Paulinho, Dêca, Noma, Agra, Gerailton, Vavá, Leone, Dão, Luiz Carlos, Paulo, Erasmo, Pedrinho Cangula, Valmir, Jorge Flávio, Hélcio, Carlinhos, Dinda, Naldo, Argeu, Caíco, Elí e Luizinho

Estádio Renatão é o maior patrimônio do rubro-negro

O estádio Renato Cunha Lima, popularmente chamado de "Renatão" é o principal patrimônio do Campinense Clube. Com capacidade para oito mil pessoas, o Renatão foi construído para substituir o Plínio lemos, que hoje virou um centro de atividades culturaris e esportivas da Prefeitura de Campina Grande. Teve sua construção iniciada no ano de 2004 e concluída em 2006. Sua concretização foi uma conquista audaciosa do conselheiro Renato Cunha Lima, rubro-negro de carteirinha e um dos responsáveis pela ascensão do time no cenário esportivo nacional.
O Renatão integra o Centro de Treinamento do Campinense Clube e está localizado no bairro da Bela Vista. Desde que foi inaugurado em 2006, durante uma grande festa entre torcedores, imprensa e jogadores, a praça de esportes ainda não chegou a sediar jogos oficiais da 1ª divisão pelo Campeonato Paraibano de Futebol Profissional.

Títulos :

1 Torneio Paraíba x Rio Grande do Norte 1962.
17 Campeonatos Paraibanos: 1960 / 61 / 62 / 63 / 64 / 65, 1967, 1971 / 72 / 73 / 74 / 79, 1980, 1991 / 93, 2004 e 2008.

Fontes: Site do Campinense
Agora Esportes
Site Futebol do Nordeste