sábado, 4 de abril de 2009

Memória do Futebol Paraibano - Sousa


Com um início promissor na metade da década de 90, o Sousa Esporte Clube se tornou uma das forças do futebol paraibano. Fundado em 10 de julho de 1991, o Dinossauro Verde do Sertão, como a equipe é conhecida, foi campeão em 1994 do Campeonato Paraibano.
A ascensão do Sousa deu-se graças a uma atitude da Federação Paraibana de Futebol, que no limiar da década de 90, teve a feliz iniciativa de criar a Copa Integração, porta de acesso das equipes sertanejas ao campeonato da divisão de profissionais. A competição em apreço, hoje a nossa segunda divisão, foi realmente o inicio da política de interiorização do futebol paraibano. Em Sousa, no ano de 1992, o Guarani foi o campeão municipal, ganhando assim o direito de participar do certame da Segundona. Suas pretensões, entretanto, foram de água abaixo, no momento em que o empresário Valdeci Oliveira e outros abnegados do futebol sousense fundam em 1991 o Sousa Esporte Clube. Faltou ao guarani, a força política que sobrou no Sousa junto à Federação Paraibana de Futebol. O “Dinossauro” entra para a competição, basicamente formado por jogadores do Independente e mais alguns atletas do Guarani, Náutico, Portuguesa e Cruzeiro. A política da “ Prata da casa” deu certo e Aldeone Abrantes assume o comando técnico da equipe, conquista o titulo da então Copa Integração (segundona) e ganha o direito de representar o nosso município no certame profissional do Estado. Apesar de estreante na divisão especial, o Sousa não decepciona, pelo contrário realizou uma campanha bastante regular, terminando entre os seis melhores times da temporada de 1992.
Em 1994, o Sousa atingiu seu auge no futebol da Paraíba. Com a construção do estádio Marizão, que tem capacidade para abrigar 12 mil espectadores, o time pôde contar com o apoio da torcida e conquistou seu primeiro título, a Copa Integração.
Para a alegria dos torcedores do Dinossauro, a equipe conseguiu também ganhar o Campeonato Paraibano. Esse torneio foi marcado por várias superações, dentro e fora de campo, tanto que o presidente do Sousa vendeu o carro para conseguir arrecadar mais fundos para o time. Inha foi o grande destaque da equipe, marcando 14 gols.
Outro troféu que o time possui é o da Copa Jornal da Paraíba, em 2001. Em âmbito nacional, o clube não conseguiu um grande destaque. Sua melhor campanha foi o sexto lugar no Campeonato Brasileiro da Série C em 1997.

Em 1995, foi vice-campeão paraibano, perdendo para o Santa Cruz-PB da cidade de Santa Rita, na região metropolitana de JP, time esse que viria a se tornar bicampeão em 1996. O Sousa ainda disputou a Copa do Brasil de 95, sendo eliminado (mas com dignidade) pelo Flamengo-RJ. Perdeu os dois jogos por 1 a 0. Na Série C do Brasileirão, o Dinossauro teve uma participação razoável em 96, mas em 97 ficou em sexto lugar na competição, fazendo assim sua melhor classificação em torneios de porte nacional na história.
Ainda conseguiu competir em pé de igualdade com times como Campinense, Treze e Auto Esporte, sendo vice-campeão do 1º turno do estadual de 2003, após enfrentar o Atlético-PB. Empatou por 0 x 0 em Cajazeiras e no jogo em casa, por mais incrível que possa parecer, perdeu por 2 x 0.
Depois disso, o Sousa amargou disputas para fugir do rebaixamento. Na primeirona, o time chegou ao "fundo do poço" em 2005, quando venceu apenas 3 partidas de 14 disputadas. No ano seguinte melhorou um pouco: venceu 5 partidas de 16 disputadas.
A partir de 2007 o Sousa fez as pazes com as grandes campanhas, chegando à final do 1º turno e à semifinal do 2º, garantindo o 3º lugar.
Em 2008 disputou a Copa do Brasil, sendo eliminado pelo Vitória/BA pelo placar de 4 a 1 em casa. Ficou em terceiro mais uma vez no estadual, chegando às finais dos dois turnos e perdendo para Treze e Campinense. Venceu os dois clássicos contra o Atlético de Cajazeiras: 3 a 1 em Cajazeiras e 1 a 0 em Sousa. Fez um primeiro turno impecável, com 8 vitórias, 4 empates e apenas 1 derrota. No segundo turno, apareceram 2 derrotas, mas nada que impedisse o avanço da equipe. Na somatória geral, foram 26 partidas, com 15 vitórias, 6 empates e 5 derrotas.


Sousa é uma cidade a 420 km da capital João Pessoa e é conhecida por ser um dos pólos da arqueologia no Brasil. No ano de 1897, foram descobertos alguns rastros de dinossauros na região e, a partir dessa data, o município passou a ser mais conhecido por causa dessas pesquisas. O lugar é cheio de sítios arqueológicos e rotas turísticas para ver os fósseis. Por isso, tudo relacionado à cidade é também relacionado aos dinossauros.


Mascote

A cidade de Sousa, no interior da Paraíba, é muito conhecida pelos fósseis de dinossauros que foram encontrados na região no final do século 19, início do século 20. Grandes sítios arqueológicos e rotas turísticas existem na cidade e, por causa disso, tudo que vem do município acaba sendo relacionado aos dinossauros. Seguindo essa toada, o Sousa Esporte Clube adotou, em 1994, o mascote Dinossauro Verde.

Ídolos


O Sousa mostrou-se um bom time para revelar jogadores, principalmente para as regiões Norte e Nordeste. O maior jogador que apareceu no clube foi o atacante Inha. Com bom faro de gol, o centroavante se destacou no Dinossauro no Campeonato Paraibano de 1994, quando o time do sertão conquistou o título, sendo o artilheiro com 14 gols.
Inha virou notícia no cenário brasileiro em 1996, mas não pelo time paraibano. O atacante se transferiu para o CRB de Alagoas e lá marcou 37 gols no Campeonato Alagoano, se tornando o recordista de gols em uma só edição da competição. A pouca condição financeira de segurar a revelação fez com que o Sousa perdesse Inha para o futebol alagoano.
Apesar de não ser jogador, um dos grandes responsáveis pela conquista do título do Campeonato Paraibano foi o presidente Aldeone Abrantes. Em 1993, a equipe estava à beira da falência, totalmente sem dinheiro e condições para disputar o Campeonato Paraibano do mesmo ano e o presidente conseguiu arrecadar investimentos para disputar o torneio com dignidade.
Abrantes chegou a vender o próprio carro para ajudar o Dinossauro do sertão. Todo esforço por parte do presidente do Sousa fez com que o time conquistasse, no ano seguinte, dois títulos.
Outros destaques do time são os principais jogadores da conquista de 1994. Dentre eles, um dos mais importantes foi Galeguinho. Dover também teve papel decisivo na campanha.
Atualmente, o atacante Fredson, artilheiro do time em 2007, tem feito gols importantes para o time da Paraíba.



Títulos

Estaduais

Campeonato Paraibano: 1994.

Campeonato Paraibano - 2ª Divisão: 1991.

Torneio Início: 1994.

Outras Conquistas

Copa Jornal da Paraíba: 2001.

Fontes: Sítios Howstuffwors, Wikipedia, Futebol do Nordeste e Blog 1 Time por dia.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Memória do Futebol paraibano - Campinense Clube


História

Em 12 de Abril de 1915, a nata da sociedade de Campina Grande/PB, fundou uma sociedade dançante, o CAMPINENSE CLUBE, que teve como fundadores Elias Montenegro, Dino Belo, Antonio Lima, Sebastião Capiba, João Honório, Horácio Cavalcanti, Manoel Colaço, Luiz Soares, Antonio Cavalcanti, César Ribeiro, Valdemar Candeia, Nhô Campos, Sindô Ribeiro, Severino Capiba, Adauto Belo, Basílio Agostinho de Araújo, José Amorim, Tertuliano Souto, Gumercindo Leite, Martiniano Lins, José Aranha, Alberto Saldanha, Acácio de Figueiredo, Arnaldo Albuquerque, Gilberto Leite, José Câmara, Alexandrino e Adauto Melo.
Como ainda não contava com sede própria, o novo clube passou a funcionar no Colégio Campinense, cujo diretor Gilberto Leite, um dos fundadores.
Detalhe digno de assinalar foi a escolha do nome do novo sodalício. Reuniões e mais reuniões se sucediam e não se chegava a um acordo. Finalmente, o jovem e brilhante advogado Hortênsio Ribeiro, numa “quente” reunião propôs que o clube passaria a se chamar Campinense. Esse nome retratava tudo, inclusive o bairrismo dos seus fundadores. E obteve votação unânime.
O Dr. José Câmara presidiu a diretoria provisória, no entanto, o primeiro presidente eleito no ano seguinte. A posse foi solenizada com um jornal falado, o “Campinense Clube”. A solenidade foi no palco do Cine Teatro Apolo, rua Maciel Pinheiro, onde era a Livraria Pedrosa ( a velha ).

FUTEBOL:

Em 1919, o clube criou um departamento para a prática do futebol entre seus associados adeptos do esporte. No entanto, em 1920, a diretoria, apoiada pelo bacharel Severino Procópio, decidiu desativar o departamento, devido a uma série de incidentes e brigas após as partidas.
Somente em 1954 foi que o médico Gilvan Barbosa conseguiu convencer os conselheiros a reativar o futebol para os sócios. Em 1958, o Campinense profissionalizou-se e, somente a partir de 1960, passou a disputar o Campeonato Paraibano de Futebol, com a conquista do primeiro campeonato, que abriu a série do hexacampeonato estadual, feito inédito e até hoje, não repetido pelos clubes paraibanos.

Único hexacampeão da Paraíba

Dos 17 títulos que coleciona, o mais importante foi conquistado em 1965. A vitória diante do Botafogo (1x0) deu aos rubro-negros o hexacampeonato. O Campinense chegou à grande final após humilhar o Auto Esporte (6x2) e o 5 de Agosto (8x0). O único adversário que poderia estragar a festa era o Botafogo. Foi justamente contra ele que o rubro-negro decidiu a melhor de três, O "Belo" tinha conquistado o primeiro turno enquanto o Campinense o segundo. Na primeira partida a raposa sagrou-se vitoriosa por 1x0, gol de Debinha.
No segundo confronto, no estádio da Graça, em João Pessoa, um disputado 0x0. Na terceira e última partida, o Plínio Lemos estava lotado e a partida disputadíssima. O Botafogo havia erguido um sistema defensivo duro de ser batido. O goleiro botafoguense estava firme no jogo, defendia tudo, foi quando Debinha após receber um lançamento perfeito de Ireno, dominou a bola no peito e após livra-se do zagueiro fuzilou a meia altura marcando o gol do hexacampeonato. Dudinha; Janca, Zé Preto, Ticarlos, Gilvan, Simplicio, Zezito, Paulinho, Ireno, Tonho Zeca e Debinha foram os grandes nomes daquele inesquecível título.


Time do campinense período 1960-66

Dois anos depois, 1967, o time voltava a ser campeão paraibano.
Em 1972, conquistou o vice-campeonato nacional da Segunda Divisão, o maior feito de um clube paraibano na história do futebol brasileiro.
Em 1974, o rubro-negro conquistou o tetracampeonato derrotando o Treze no presidente Vargas.
Também conseguiu, em 1975, ser a primeira equipe paraibana na Série A do Campeonato Brasileiro, ano da conquista de seu pentacampeonato paraibano.


1970 /1974 Tetracampeão
Erinaldo, Carlos, Ailton, Edvaldo Morais, Paulinho, Dêca, Noma, Agra, Gerailton, Vavá, Leone, Dão, Luiz Carlos, Paulo, Erasmo, Pedrinho Cangula, Valmir, Jorge Flávio, Hélcio, Carlinhos, Dinda, Naldo, Argeu, Caíco, Elí e Luizinho

Estádio Renatão é o maior patrimônio do rubro-negro

O estádio Renato Cunha Lima, popularmente chamado de "Renatão" é o principal patrimônio do Campinense Clube. Com capacidade para oito mil pessoas, o Renatão foi construído para substituir o Plínio lemos, que hoje virou um centro de atividades culturaris e esportivas da Prefeitura de Campina Grande. Teve sua construção iniciada no ano de 2004 e concluída em 2006. Sua concretização foi uma conquista audaciosa do conselheiro Renato Cunha Lima, rubro-negro de carteirinha e um dos responsáveis pela ascensão do time no cenário esportivo nacional.
O Renatão integra o Centro de Treinamento do Campinense Clube e está localizado no bairro da Bela Vista. Desde que foi inaugurado em 2006, durante uma grande festa entre torcedores, imprensa e jogadores, a praça de esportes ainda não chegou a sediar jogos oficiais da 1ª divisão pelo Campeonato Paraibano de Futebol Profissional.

Títulos :

1 Torneio Paraíba x Rio Grande do Norte 1962.
17 Campeonatos Paraibanos: 1960 / 61 / 62 / 63 / 64 / 65, 1967, 1971 / 72 / 73 / 74 / 79, 1980, 1991 / 93, 2004 e 2008.

Fontes: Site do Campinense
Agora Esportes
Site Futebol do Nordeste